CRISE NOS DEMOCRATAS
Agripino diz que parente empregado em seu gabinete é de 6º grau
Fonte/Jornal de Fato - por Jaime
Agripino diz que parente empregado em seu gabinete é de 6º grau
O presidente nacional
do Democratas, senador potiguar José Agripino Maia, enviou
correspondência à imprensa ontem para se defender de
acusações feitas pela revista Época, que veiculou
reportagem apontando caso de nepotismo praticado por Agripino.
A reportagem informa que o senador potiguar empregou, em seu gabinete
no Senado Federal, Ivanaldo Maia Oliveira, de quem é primo.
O presidente nacional do Democratas não negou o parentesco
com Ivanaldo, mas disse que os dois são primos em "sexto
grau", além de que a prática de nepotismo é
proibida no Senado em caso de parentesco em até terceiro
grau.
Demóstenes
O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), defendeu
ontem que seu partido aguarde o fim das investigações
da Polícia Federal e do Ministério Público
Federal para tomar qualquer decisão em relação
ao líder do DEM na Casa, Demóstenes Torres (GO). O
democrata é suspeito de envolvimento com o empresário
do ramo de jogos de azar Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira,
preso na Operação Monte Carlo.
Escutas telefônicas indicam que Cachoeira teria bancado despesas
pessoais de Demóstenes. Para Dias, seria "ridículo"
começar uma apuração no Congresso contra Demóstenes
porque há três anos, segundo ele, o parlamentar já
vem sendo investigado informalmente pela polícia. "Na
verdade, ele está sendo investigado. Só não
está sendo investigado oficialmente", afirmou.
Dias cobra rápido encerramento do inquérito da operação
policial para que o partido tome uma posição no caso.
Ele lembrou que, em 6 de março, o próprio Demóstenes
pediu ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que
fosse investigada sua relação com Cachoeira. Por isso,
segundo Dias, seria desnecessária, por ora, a abertura de
apuração contra Demóstenes na Corregedoria,
no Conselho de Ética ou em uma CPI.
O líder tucano disse que o pedido para esperar a conclusão
das investigações policiais é uma posição
pessoal. Ele afirmou que levará tal opinião amanhã
aos colegas do partido amanhã em reunião da bancada
para decidir qual a posição do partido em relação
ao líder do Democratas. "Nesta hora, com a elegância
necessária em relação a um colega, não
nos cabe o prejulgamento", declarou.
Segundo Dias, a oposição não está adotando
o critério de "dois pesos e duas medidas" em relação
a Demóstenes. "Estamos sendo coerentes", afirmou
o tucano. Ele ressaltou que nos casos de suspeitas envolvendo ministros
do governo Dilma, os oposicionistas só cobravam investigações
quando não havia apuração dos órgãos
oficiais. Ainda assim, Álvaro avaliou que a situação
de Demóstenes é delicada. "A investigação
cala uma das vozes mais fortes da oposição",
disse.
Fonte/Jornal de Fato - por Jaime
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