sábado, 3 de dezembro de 2011

Irã: aiatolá pede que radicais não violem lei para evitar sanções 03 de dezembro de 2011 • 15h01 • atualizado às 15h34

O grande aiatolá Nasser Makarem Shirazi, uma das principais autoridades religiosas do Irã, pediu neste sábado aos jovens seguidores do regime que não violem a lei em relação aos outros países para evitar sanções internacionais. Em declarações à agência Irna da cidade santa de Qom (200 km ao sul de Teerã), Shirazi fez referência aos ataques à embaixada britânica em Teerã na terça-feira e disse que "os jovens revolucionários não devem dar nenhum passo fora da lei".
De acordo com o clérigo, o Reino Unido "não só deu o primeiro passo para impor sanções como convidou outros países a fazê-lo", por isso os jovens radicais islâmicos "não devem violar nenhuma lei sem a permissão do líder supremo e das autoridades." "Alguns jovens tomaram atitudes que violaram a lei e isso serve de desculpas para o inimigo, depois temos de pagar caro", disse Shirazi, reconhecido como grande aiatolá, a categoria mais alta entre os clérigos muçulmanos xiitas.
Na opinião de Shirazi, "não há duvidas de que o Reino Unido é um inimigo conhecido e temos lembranças amargas de suas intervenções indevidas em nosso país", mas com os ataques à sua embaixada em Teerã, os iranianos dão motivos para sofrerem novas sanções e permitir que outros países façam o mesmo. O chefe da polícia do Irã, general Ismayil Ahmadi Moghaddam, disse neste sábado que 12 pessoas foram presas na terça-feira pelo ataque à embaixada britânica em Teerã e detalhou que os detidos foram entregues à Justiça.
Moghaddam disse à agência Fars que a polícia fez tudo o que podia para proteger a embaixada atacada pelos radicais islâmicos, que queimaram a bandeira do Reino Unido, causaram danos e detiveram um grupo de diplomatas e empregados durante horas. Os países da União Europeia duvidaram da adoção de medidas necessárias para proteger a delegação do Reino Unido pela polícia e as autoridades iranianas. Uma fonte diplomática disse recentemente que os responsáveis das missões diplomáticas europeias em Teerã acreditam que o incidente não foi espontâneo, mas coordenado.
Depois de 21 de novembro, quando o Reino Unido, Estados Unidos e Canadá impuseram novas sanções financeiras ao Irã, o parlamento de Teerã aprovou em 25 de novembro uma lei para reduzir as relações com Londres ao nível de negócios e expulsar o embaixador britânico. Organizações estudantis radicais islâmicas se reuniram em 29 de novembro em frente à embaixada do Reino Unido para protestar contra as sanções, o que levou ao ataque a dois escritórios diplomáticos britânicos.
Em 30 de novembro, o Reino Unido fechou sua embaixada e seus serviços em Teerã e retirou todo o corpo diplomático. O país deu ainda 48 horas para todos os diplomatas iranianos fecharem sua embaixada em Londres e abandonarem o território britânico. A UE, em reunião de ministros das Relações Exteriores em Bruxelas em 1º de dezembro, também aplicou novas sanções financeiras e pessoais as empresas e indivíduos relacionados ao regime iraniano e ameaçou com eventual embargo ao petróleo.
Fonte/ Terra Brasil - por Jaime

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