Edição do dia 13/12/2011
13/12/2011 14h37
- Atualizado em
13/12/2011 14h37
Governo estuda vacinar meninas entre 10 e 13 anos contra o HPV
Esse vírus é responsável por boa parte dos casos de câncer no colo do útero. A doença mata mais de cinco mil brasileiras porano.
Governo pretende vacinar
A maioria das pessoas já teve contado com o HPV, mas quase sempre o corpo elimina o vírus naturalmente. Quando isso não ocorre, a infecção pode ficar persistente. Nas mulheres essa é uma das causas de câncer de colo de útero. A principal forma de contágio é sexual.
No começo do ano, a mulher descobriu que tinha o HPV. “Eu achei que eu fosse me curar por si só e que fosse regredir”, diz.
Depois de oito meses, mudou de médica e recebeu a má notícia. “Ela
explicou que pode virar um câncer. E aí vai ser muito pior, vou ter que
fazer uma quimioterapia, uma radioterapia”. O jeito vai ser fazer uma
cirurgia para retirar parte do colo do útero.
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A discussão é se o Brasil segue outros 30 países e passa a vacinar as
mulheres contra esse vírus. Hoje, no Senado, médicos e representantes do
Ministério da Saúde discutiram hoje um projeto que pretende oferecer a
vacina de graça, na rede pública, para mulheres de nove a quarenta anos.
Atualmente a vacina só existe em clínicas particulares. São três doses que custam até R$ 1.100.
A vacina é cara até para o governo que estuda a possibilidade de
imunizar uma faixa menor da população: as adolescentes de dez a treze
anos, antes do início da vida sexual. Além dessa idade, o Ministério da
Saúde diz que a vacina está fora de cogitação.
“Depois que a menina, a adolescente, a mulher, tem contato com o HPV, a
vacina não traz nenhum benefício. Isso está bem comprovado, por estudos
realizados em várias partes do mundo”, afirma Jarbas Barbosa,
secretário de Vigilância do Ministério da Saúde.
Os médicos discordam. Para eles, mesmo sem proteger contra todos os
tipos de vírus do HPV, a vacina pode ser usada por mulheres adultas.
“Melhor ação preventiva de vírus é vacinar”, garante Etelvino de Souza
Trindade, presidente da Federação Brasileira das Associações de
Ginecologia e Obstetrícia.
O que não tem erro nem discussão é uma medida simples: todas as mulheres precisam fazer o exame preventivo anualmente.
O Ministério da Saúde estima que gastaria R$ 500 milhões, por ano, para vacinar apenas as meninas de dez a treze anos.
Fonte/Jornal Hoje

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