CRISE
Réveillon ameaçado nos municípios
Réveillon ameaçado nos municípios
A festa de Réveillon da maioria dos prefeitos dos pequenos
municípios do Oeste está ameaçada devido à
dificuldade financeira. Mesmo os que planejam comemorar a virada
estão com os dois pés no freio e dizem que só
anunciam se terá programação depois que pagarem
a folha do décimo terceiro. Isso significa que, pelo menos
até o dia 16, quem não tiver planos de viajar é
que talvez saiba como passará a entrada do Ano-Novo.
Até que o final de 2011 não foi tão ruim para os prefeitos, sobretudo depois que receberam repasse extra de 1% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O bônus, conquistado em 2007, é repassado, anualmente, de uma só vez. O objetivo é assegurar recursos para que as Prefeituras possam arcar com o pagamento de salários e décimo terceiro dos servidores.
A Prefeitura de Apodi planeja fazer uma queima de fogos, como foi feito no ano passado, e colocar uma banda no calçadão da lagoa. Nada muito grande, já que tudo ainda dependerá da situação financeira da administração. De acordo com o chefe de Gabinete, Klinger Pinto, a prefeita Goreti Pinto direcionou grande parcela de recursos para a realização de obras estruturantes na cidade.
O prefeito de Carnaubais, Luizinho Cavalcante, disse que o Réveillon está assegurado, mas como usará recursos próprios fará uma festa pequena com queima de fogos e uma banda de Angicos. "As bandas grandes são caras e, no final de ano, duplicam o cachê", disse. Para ele, a situação do seu Município melhorou depois que ganhou na Justiça o direito de receber royalties que eram transferidos para Assú.
Segundo Luizinho, antes disso, a Prefeitura recebia pouco mais de R$ 18 mil pela produção de petróleo, agora ultrapassa os R$ 300 mil. Ainda assim, o prefeito alerta: "Após o ganho do petróleo deu uma melhorada, mas não dá para extrapolar."
Até que o final de 2011 não foi tão ruim para os prefeitos, sobretudo depois que receberam repasse extra de 1% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O bônus, conquistado em 2007, é repassado, anualmente, de uma só vez. O objetivo é assegurar recursos para que as Prefeituras possam arcar com o pagamento de salários e décimo terceiro dos servidores.
A Prefeitura de Apodi planeja fazer uma queima de fogos, como foi feito no ano passado, e colocar uma banda no calçadão da lagoa. Nada muito grande, já que tudo ainda dependerá da situação financeira da administração. De acordo com o chefe de Gabinete, Klinger Pinto, a prefeita Goreti Pinto direcionou grande parcela de recursos para a realização de obras estruturantes na cidade.
O prefeito de Carnaubais, Luizinho Cavalcante, disse que o Réveillon está assegurado, mas como usará recursos próprios fará uma festa pequena com queima de fogos e uma banda de Angicos. "As bandas grandes são caras e, no final de ano, duplicam o cachê", disse. Para ele, a situação do seu Município melhorou depois que ganhou na Justiça o direito de receber royalties que eram transferidos para Assú.
Segundo Luizinho, antes disso, a Prefeitura recebia pouco mais de R$ 18 mil pela produção de petróleo, agora ultrapassa os R$ 300 mil. Ainda assim, o prefeito alerta: "Após o ganho do petróleo deu uma melhorada, mas não dá para extrapolar."
Situação parecida acontece em Areia Branca. O prefeito
Sousa está planejando uma festa com bandas e queima de fogos,
mas a programação só depois do dia 16, quando
cumprir o calendário de pagamento do mês de dezembro
e do décimo. De acordo com Filho, assessor de Sousa, não
só Areia Branca, mas todas as Prefeituras e até mesmo
o Estado enfrentam dificuldade financeiras neste período
do ano.
Em Tibau, o prefeito Rafael Freire não escondeu a dificuldade. Segundo ele, Réveillon no município praiano só se for promovido por particulares. O problema lá é pior do que financeiro. De acordo com Rafael, é neste período que a cidade começa a receber os veranistas que ficarão até depois do carnaval.
A cidade de pouco mais de três mil habitantes recebe pelo menos 100 mil pessoas que constituem a população flutuante. Isso faz aumentar assustadoramente os custos da Prefeitura com saúde e serviços urbanos, como limpeza. "Esse momento exige de nós uma infraestrutura que onera muito a máquina", conta o prefeito.
A situação se repete em todos os municípios contactados pela reportagem do JORNAL DE FATO. De acordo com a assessoria da Prefeitura de Caraúbas, a decisão sobre a realização, ou não, do Réveillon na cidade de São Sebastião será tomada neste final de semana e, provavelmente, divulgada amanhã.
Em Alexandria, a população acredita que se tiver alguma coisa será uma queima de fogos, porque, até o momento, ninguém da Prefeitura disse nada.
Em Tibau, o prefeito Rafael Freire não escondeu a dificuldade. Segundo ele, Réveillon no município praiano só se for promovido por particulares. O problema lá é pior do que financeiro. De acordo com Rafael, é neste período que a cidade começa a receber os veranistas que ficarão até depois do carnaval.
A cidade de pouco mais de três mil habitantes recebe pelo menos 100 mil pessoas que constituem a população flutuante. Isso faz aumentar assustadoramente os custos da Prefeitura com saúde e serviços urbanos, como limpeza. "Esse momento exige de nós uma infraestrutura que onera muito a máquina", conta o prefeito.
A situação se repete em todos os municípios contactados pela reportagem do JORNAL DE FATO. De acordo com a assessoria da Prefeitura de Caraúbas, a decisão sobre a realização, ou não, do Réveillon na cidade de São Sebastião será tomada neste final de semana e, provavelmente, divulgada amanhã.
Em Alexandria, a população acredita que se tiver alguma coisa será uma queima de fogos, porque, até o momento, ninguém da Prefeitura disse nada.
Fonte/Jornal de Fato - por Jaime
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