quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Brasil cai para 7º no ranking da Fifa

Zurique (AE) - A seleção brasileira continua distante da briga pela liderança do ranking da Fifa, atualizado nesta quarta-feira. A equipe pentacampeã mundial perdeu uma posição e agora está em sétimo lugar, com 1.152 pontos, três atrás de Portugal, que a ultrapassou. A seleção espanhola permanece na liderança, com 1.566 pontos. O Brasil ainda não entrou em campo em 2012, mas perdeu uma posição por conta dos resultados descartados no último mês. A vitória por 1 a 0 sobre a Irlanda, em fevereiro de 2008, deixou de contar pontos. Somado a isso, a derrota de Portugal para a Itália por 3 a 1, também em fevereiro de 2008, foi descartada, e provocou a troca de posições.
Marcos de PaulaTécnico Mano Menezes está ciente que terá muito trabalho para recuperar o prestígio brasileiro 
Técnico Mano Menezes está ciente que terá muito trabalho para recuperar o prestígio brasileiro

O sétimo lugar ainda não é a pior posição do Brasil no ranking da Fifa, já que em agosto de 1993, quando a lista foi criada, a equipe estava em oitavo lugar. A equipe vai voltar a jogar em 28 de fevereiro, na Suíça, em amistoso contra a Bósnia-Herzegovina. O primeiro adversário da seleção em 2012 está em 19.º lugar na lista.

Campeã mundial e da Eurocopa, a Espanha continua na primeira colocação do ranking da Fifa, que tem um novo vice-líder. A Alemanha ultrapassou a Holanda e assumiu o segundo lugar, com 1 369 pontos, dez a mais do que a terceira colocada. Esta é a melhor posição ocupada pela seleção alemã desde maio de 2009. A equipe foi favorecida pelo descarte dos pontos da vitória holandesa sobre a Croácia em fevereiro de 2008.

O Uruguai continua em quarto e a Inglaterra ocupa a quinta posição. A Itália subiu para a oitava colocação, à frente da Croácia e da Dinamarca, que tirou a Argentina das dez primeiras posições da lista pela primeira vez de 2004. A equipe sul-americana está em 11.º lugar. Após faturar o título da Copa Africana de Nações, a Zâmbia subiu 28 posições e está na 43.ª colocação. Derrotada na decisão do último domingo, a seleção da Costa do Marfim é a melhor equipe do continente na lista e está na 15.ª posição.

Em 21.º lugar, o México segue sendo a melhor ranqueada da Concacaf. A Austrália, que agora disputa competições organizadas pela Confederação Asiática, assumiu a 22.ª posição e ultrapassou o Japão como melhor seleção entre as que atuam no torneios da Ásia. A Nova Zelândia, na 120.ª colocação, é a melhor equipe da Oceania.
Fonte/Tribuna do Norte - por Jaime

Julgamento da Ficha Limpa é suspenso com placar de 4 a 1 a favor da lei A sessão foi encerrada depois do voto da ministra Cármen Lúcia, e será retomada amanhã (16).

 
O julgamento da Lei da Ficha Limpa no Supremo Tribunal Federal (STF) foi suspenso hoje (15) à noite com placar de 4 votos a 1 a favor de uma das principais inovações criadas com a norma - a inelegibilidade de políticos condenados por órgão colegiado. A sessão foi encerrada depois do voto da ministra Cármen Lúcia, e será retomada amanhã (16).

Depois de Antonio Dias Toffoli, a ministra Rosa Weber foi a próxima a votar. Ela deixou claro desde o início que tinha total afinidade com os avanços moralizadores da norma. Ela disse que a Lei da Ficha Limpa surgiu devido à repulsa da sociedade pelo sistema até então vigente. "Tínhamos políticos com péssima reputação e com vida pregressa mergulhada em extensa ficha de registros negativos, que podiam lançar mão do poder político para encobrir políticas desabonadoras, usando mandato eletivo em proveito próprio".

Rosa Weber argumentou que até princípios que parecem intocáveis, como da presunção de inocência, podem ser relativizados dependendo da situação. Ela lembrou, por exemplo, as hipóteses de prisão temporária e preventiva, que são aplicadas quando o cidadão ainda não foi condenado. A ministra também entendeu que políticos que renunciaram para escapar de cassação devem ser atingidos pela Lei da Ficha Limpa.

A ministra descartou a proposta que o relator Luiz Fux deixou em aberto, que desconta o período de inelegibilidade de oito anos do prazo corrido entre a primeira condenação em colegiado e a decisão final da Justiça. "A obrigação de inelegibilidade desde a condenação é um prazo dilatado sim, mas que se encontra dentro da liberdade de conformação do legislador". Rosa Weber declarou que o político condenado pode optar por não recorrer e cumprir logo sua pena.

Esse posicionamento foi rechaçado pelos ministros contrários à Lei da Ficha Limpa, como Gilmar Mendes, para quem a liberdade de conformação do legislador tem que ter um parâmetro. "Esse é um somatório que dependendo do exercício chega aos 50 anos [de inelegibilidade]. Aos militares não ocorreu fazer uma lei dessa", disse. O presidente Cezar Peluso completou: "Esse raciocínio transforma uma garantia primaria, que é o direito a recurso, em um empecilho jurídico".

Próxima a votar, Cármen Lúcia aderiu totalmente ao voto do relator Luiz Fux e fez poucas observações, pois já falou extensamente sobre a Lei da Ficha Limpa em outros julgamentos no STF e no Tribunal Superior Eleitoral. Ela defendeu a regra proposta por Fux que desconta os oitos anos de inelegibilidade do prazo corrido entre a condenação do órgão colegiado e a palavra final da Justiça.
Fonte/nominuto - por Jaime